O juro composto explicado com exemplos
Terá sido Einstein a chamar-lhe a "oitava maravilha do mundo"? A citação é duvidosa, mas a ideia é sólida: o juro composto é a força que faz o dinheiro crescer sozinho — e quanto mais cedo começares, mais poderosa se torna.
Juro simples vs. juro composto
No juro simples, ganhas juro apenas sobre o valor que investiste. No juro composto, ganhas juro sobre o capital e também sobre os juros que já recebeste. É "juro sobre juro" — e essa pequena diferença, repetida durante anos, produz resultados enormes.
O tempo é o ingrediente mágico
Imagina que poupas 100 € por mês a uma rentabilidade média de 5% ao ano:
- Ao fim de 10 anos: contribuíste 12 000 € e terias cerca de 15 500 €.
- Ao fim de 20 anos: contribuíste 24 000 € e terias cerca de 41 000 €.
- Ao fim de 30 anos: contribuíste 36 000 € e terias cerca de 83 000 €.
Repara: nos últimos dez anos o teu dinheiro cresceu muito mais do que aquilo que puseste — porque o juro composto teve tempo para trabalhar. É por isso que começar cedo vale mais do que começar com muito.
O mesmo, mas ao contrário
O juro composto também joga contra ti nas dívidas. Um cartão de crédito com juros altos, se pagares só o mínimo, acumula juro sobre juro da mesma forma — mas a teu desfavor. Por isso, pagar dívida cara é muitas vezes o "investimento" com melhor retorno garantido que existe.
Três conclusões práticas
- Começa já, mesmo com pouco. O tempo importa mais do que o montante.
- Sê consistente. Contribuições automáticas e regulares vencem tentativas pontuais.
- Elimina dívida cara primeiro. É o juro composto a favor do teu futuro.